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Eu confesso: fui com os dois pés atrás. Quando acabou o terceiro filme, com o Andy indo para a faculdade, achei que era a despedida perfeita. O quarto já me pareceu um pouco forçado. Então, quando a Pixar anunciou o quinto, meu primeiro pensamento foi: “Lá vem a Disney querendo sangrar a franquia até o último centavo”.

Mas quer saber? Eu quebrei a cara. É difícil admitir, mas o filme é bom. Muito bom.

 

📱 Brinquedos Antigos vs. O Monstro das Telas O enredo toca direto na ferida de qualquer um de nós. A Bonnie cresceu, está com 8 anos, e ganhou dos pais um tablet inteligente chamado Lilypad. O troço tem inteligência artificial, é hiperestimulante e, pronto: ela simplesmente esquece que os brinquedos de plástico existem.

É o embate que eu vejo todo dia aqui no balcão da Cinne Vício: o brilho frio de um algoritmo tentando vencer o calor de uma caixa de brinquedo ou de um filme que você segura na mão. Ver a Jessie assumindo a liderança e tentando desesperadamente competir contra uma tela foi genial e, honestamente, um pouco aterrorizante.

🤠 Um novo encontro com a magia É importante destacar que, acima de tudo, esse é um filme que serve como um novo encontro com esses personagens para as crianças de hoje. Por mais que exista uma conexão gigante com a gente, que viveu todas as fases da saga, esse é o capítulo que, curiosamente, menos faz o adulto chorar. Ele é mais focado em apresentar esse universo para uma geração que nasceu conectada.

 

O que eu gostei:

  • A mensagem: O filme não “demoniza” a tecnologia. Ele mostra que o problema real é o isolamento e a falta de tempo para interações reais.
  • Protagonismo da Jessie: Ela brilhou demais, já estava na hora.
  • Visual: A animação está impecável, a textura dos brinquedos parece tão real que dá vontade de tocar.

O que eu NÃO gostei:

  • Nostalgia Comercial: Às vezes o filme foca tanto em tentar resgatar o passado que esquece de ser puramente divertido.
  • Fórmula Repetitiva: No fundo, o drama central do “brinquedo com medo de ser esquecido” é o mesmo desde 1995.
  •  

Veredito do Josh: Vale a pena pagar o ingresso? Vale. É um filme com coração e uma excelente porta de entrada para os pequenos. Mas, por favor, dona Disney, agora chega. Deixem o Woody e o Buzz descansarem em paz na caixa de brinquedos!


 

 

 

E se você quer ver de onde tudo isso começou, passa aqui na Cinne Vício e pega o primeiro Toy Story pra reassistir. Vamos ver se a magia ainda sustenta a comparação com esse novo. 📦❤️

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