Quando a Conexão com Bruce Springsteen faria Toda a Diferença
Confesso que já começo essa crítica assumindo que conheço muito pouco de Bruce
Springsteen e talvez por isso não tenha criado uma conexão com a história que o filme
apresenta. Apesar de focar em um período específico e interior da vida do artista, o filme cai
em clichês de biopics muito característicos, como flashbacks de infância e problemas de
relacionamento. A forma de contar a história para mim foi muito além do previsível e
enfadonho.
O filme retrata um período crucial na vida de Springsteen, onde ele se afastou dos holofotes
e optou por um estilo mais introspectivo e acústico, gravando em um gravador de quatro
faixas em seu quarto em Nova Jersey. Desse mergulho surgiu o famoso album “Nebraska”.

A paleta de cores que foi o que mais me chamou atenção é sombria e melancólica, o que
de certa forma colabora muito para a história que está sendo contada já que a exploração
da depressão de Bruce e seus conflitos familiares é profundamente trabalhada (até cansar).
Não espere grandes momentos de palco ou algo do tipo rock e isso poderia ajudar a atrair a
atenção do expectador sem conhecimento prévio.
Em outras palavras: o filme é impossível de ser recomendado para quem não é um grande
fã de Springsteen, a menos que a pessoa não se importe em passar por partes entediantes
e cansativas que talvez nem todos estejam dispostos a enfrentar. . Mas para os fãs mais
dedicados, que entendem a importância de Nebraska na discografia do Bruce, é um filme
imperdível.


