Depois do estouro que foi a primeira aventura dos encanadores na telona, a pergunta não era “se”, mas “quando” a Nintendo e a Illumination voltariam para a carga. Com Super Mario Galaxy O Filme, a resposta chega não só com os pés no chão, mas com a cabeça — e o coração — literalmente nas estrelas. Sob o comando de Aaron Horvath e Michael Jelenic, a sequência não perde tempo e começa exatamente onde paramos: com aquele ovo verde icônico no Brooklyn finalmente chocando.
Yoshi já entra em cena roubando o show. Ele não é só um acessório de luxo; o dinossaurinho traz uma carga de fofura e um timing cômico que o primeiro filme às vezes deixava escapar. É impossível não sorrir quando ele aparece.
O Lore em órbita
O roteiro de Matthew Fogel escala o conflito. Se o primeiro filme era uma introdução ao Reino Cogumelo, aqui o buraco é mais embaixo (ou mais em cima). A paz acaba quando Bowser Jr. entra no tabuleiro. Na dublagem original, o personagem equilibra perfeitamente aquele jeito de criança mimada com uma crueldade genuína. Ele se prova um vilão por mérito próprio, forçando um Mario — agora dublado por um Chris Pratt bem mais confortável e confiante no papel — a mostrar que é muito mais do que um herói de plataforma. A luta final entre o encanador e o pequeno príncipe Koopa é de tirar o fôlego, com uma coreografia que faria muito filme de ação por aí passar vergonha.

O som que a gente sempre quis
O grande “pulo do gato” dessa sequência é a trilha sonora. Vamos ser sinceros: o excesso de músicas pop no primeiro filme tirava um pouco da magia. Aqui, o equilíbrio foi restaurado. Brian Tyler, trabalhando lado a lado com as lendas Koji Kondo e Mahito Yokota, entrega versões orquestrais magníficas. Ouvir os temas de Galaxy no som do cinema é de arrepiar qualquer um que já segurou um Wiimote. As músicas pop ainda estão lá, mas agora entram no momento certo, geralmente para uma piada ou um destaque visual, sem atropelar a imersão.
Ritmo de Speedrun e Visual de Ponta
Visualmente, o filme é um espetáculo. A iluminação dos planetas e a textura dos personagens mostram que a tecnologia da Illumination está em outro nível. A brincadeira com a gravidade gera cenas únicas, embora fique aquele gostinho de que poderiam ter explorado ainda mais as mecânicas malucas de cada galáxia.
Quanto ao ritmo, o filme continua “assassino”. É uma sucessão de cenas de ação que mal te deixa respirar. Por um lado, você nunca fica entediado; por outro, falta aquele respiro dramático, um momento de silêncio para a emoção bater mais forte. Mas, com tanto esplendor gráfico na tela, é difícil querer desviar o olho.
Nostalgia
O”fan service” aqui é feito com inteligência. O filme vasculha o fundo do baú da Nintendo, trazendo referências e personagens que vão fazer o público mais velho dar pulinhos na poltrona.

No fim das contas… Super Mario Galaxy entrega exatamente o que promete: uma montanha-russa colorida e vibrante. Pode não ser um drama profundo, mas é cinema de entretenimento puro e uma carta de amor aos games. Seja pela trilha épica ou pelo carisma do Yoshi, a jornada vale cada segundo.
Dica de ouro: Não saia da sala antes do fim. Os créditos e a cena pós-créditos valem a espera!

