
A estreia da semana, “Zootopia 2”, não é só mais uma continuação, não. É a prova de que esse universo funciona demais e tem muita coisa importante pra falar. Confesso que, assim como muita gente, fiquei meio de pé atrás com os últimos filmes da Disney, mas esse aqui me fez sair da sala de cinema com um sorriso de orelha a orelha.
Nossos heróis, a coelha policial supercorajosa Judy Hopps e o raposo esperto Nick Wilde, voltaram para o caso mais doido e complicado da vida deles. O filme, dirigido pelo Byron Howard e o Jared Bush (que também escreveu), mostra a dupla já como oficiais de polícia, mas a parceria deles é logo testada. A impulsividade dos dois quase os separa, e eles acabam tendo que investigar por conta própria uma nova e gigantesca conspiração.
Se no primeiro filme o bicho pegava com a história dos carnívoros e o preconceito, “Zootopia 2” manda ver no mistério da sumiço e da ausência dos répteis em Zootopia. Achei o novo caso super inteligente e combinando totalmente com a pegada da história, mantendo aquela tradição de meter o dedo em feridas sociais importantes. O filme fala sobre desigualdade e a importância de lutar pelo certo — uma lição poderosa pra um desenho que é pra criança (mas que adulto também ama, claro!).

É aquela velha história, onde sempre rola uma tentativa constante de arrumar um inimigo em comum só pra manter todo mundo na linha. Judy e Nick, mesmo sendo super diferentes no jeito de ser e de resolver problemas, precisam provar que funcionam juntos, superando os perrengues da missão. A Judy, com aquele instinto de querer salvar o mundo e provar que não é “só uma coelhinha frágil”, se joga de cabeça. O Nick, por outro lado, vai junto mais pela lealdade à parceira, mas sempre com um pé atrás e carregando o peso de ter sido um “lobo solitário” no passado.
O filme ganha a gente pela quantidade de detalhes da história e, principalmente, pelas piadas. O humor é demais, cheio de ironia e referências à nossa vida de hoje que caem super bem. Mas o que mais me pegou foram as piscadelas para os clássicos do cinema, que encaixaram perfeitamente e garantiram boas gargalhadas.
A trilha sonora merece um elogio à parte, porque ela cria um clima de espionagem que cola demais com a missão, tipo as músicas de filmes de ação. Faz todo o sentido pra dois personagens que precisam ir contra tudo e todos pra resolver o caso.
Talvez o único detalhe que achei parecido demais com o primeiro seja essa repetição do arco de “grande conspiração” e uma moral da história meio parecida. Mas a diversão que o filme entrega compensa totalmente esse pequeno ponto. É um filme que turbina a aventura, reforça a crítica social do primeiro e expande o universo de Zootopia de uma forma super interessante.
Tá, eu dou o braço a torcer. É um filme divertidíssimo!

